SER MÃE É ... parte 2

                  maternidade real
  

                                                   Uma foto que resume muito bem o meu dia a dia de mãe

Em um dia, a casa está arrumada, o cabelo penteado, o rosto maquiado
e você está vestindo a roupa que realmente quer, 
e não com aquele pijama que você usa sabe-se lá a quantos dias.
O bebê conseguiu dormir, e então você aproveita para descansar um pouco, ou não, 
você acaba realizando todas as tarefas que estavam pendentes pela falta de tempo.
E no outro dia, sua casa esta de cabeça para baixo, tudo está fora do lugar, 
você com olheiras enormes, sem paciência,
sem vontade de abrir a janela e ver o mundo,
e muito menos quer que o mundo a veja,
apenas quer descansar, ou chorar, por que não né?

É nesses dias mais complicados que geralmente você recebe visitas,
todos querem conhecer o seu bebê, é normal,
mas aí não demora muito para os comentários:
"Meu deus! O que aconteceu contigo? Está toda bagunçada"
"É, ser mãe não é fácil, agora aguenta, quer outro?"
"Quem te viu, quem te ver, me surpreendeu, jurava que você não ia dar conta"
"Nossa! A casa está de cabeça para baixo, eu conseguia fazer tudo sozinha quando meu filho era pequeno"
Pois é, você está gritando por dentro: "Não sou igual a ninguém, não estou dando conta, me ajuda!",
mas prefere segurar a barra e seguir adiante.

Você é mulher, "já nasce preparada para isso", NÃO!
Novamente digo: Ninguém nasce sabendo.
Você pode aprender algo em livros, sites, filmes,
ou quando cuidou do seu irmão, primo, enfim,
mas agora você é a mãe, é o seu bebê, 
por alguma razão, tudo é diferente,
a respondibilidade agora é sua, e claro, do papai também.

Durante toda a gestação, eu e o papai da Iara nos preparamos, ou pensávamos isso,
lemos livros, revistas, sites com os mais variados assuntos mamãe-papai-bebê,
participamos de congressos onlines, palestras e cursos para "Grávidos",
objetivando uma gravidez e Maternidade/Paternidade perfeita,
aí que está o problema, não há perfeição, não há verdade absoluta, você cria a sua verdade, a sua perfeição, e se aborrece ao ser contrariada, 
"o que estou fazendo de errado?"
não tem como seguir métodos, manuais ou regras, não tem.

A Maternidade/Paternidade é uma grande escola,
você aprende com ela diariamente, erra e acerta,
mas até acertar, você passa por inúmeras situações complicadas,
Você aprende na vivência, na prática, e com o tempo fui me perguntando:
"Onde está a mãe que tanto idealizei para a Iara Di Luna, o que aconteceu?"
Simples, na realidade tudo é diferente, tudo mudou.
Sabe aquele livro: "Eu era uma ótima mãe, até ter filhos"?
Pois bem...

Quantas vezes não pagamos a língua?
Acredite, acontece, e muito.
Quando você não tem filhos afirma que será uma ótima mãe, 
que seu filho jamais fará birras (aham, sei) ou coisas do tipo,
mas você só passa a entender e compreender determinadas situações quando passa por elas.

Julgar, um hábito muito comum do ser humano, mesmo que inadequado, 
e quando se é mãe infelizmente parece que tal ato se torna rotineiro,
Assim como as comparações, competições, 
e várias outras coisas que você nem imaginava que existia nesse mundo materno "perfeito e fofo". 

Há coisas que sempre nos falam durante a gravidez:
"Você não vai mais dormir", "Vai engordar", "Vai mudar toda a sua vida, casa, amizades, trabalho", "Te prepara para as birras".
Mas você não quer saber disso, de certo modo estão te preparando, mas você não escuta, ou não dá importância.
Uma dica: Ouça tudo, por mais que incomode, que pareça ser "intriga da oposição", escute,
é melhor você estar preparada para tudo que a maternidade está prestes a lhe proporcionar, 
tanto as dificuldades quanto os prazeres e as alegrias.

Ninguém me disse que eu poderia ter Melancolia Pós-Parto,
ou que Amamentar em Público me atrairia olhares de reprovação,
ou que as Visitas na maternidade ou em casa nos primeiros dias iriam me incomodar,
ou que eu iria Pagar a Língua várias vezes,
Talvez tenham dito algo do tipo, mas não me importei.

E as noites mal dormidas,
as refeições quase sempre atrasadas ou geladas,
o cabelo sempre preso, as unhas não pintadas,
o sentimento de culpa constante, mesmo sem ter culpa de nada.
É, acho que falaram também.

Sair apenas para locais que possa levar o bebê, e sair rápido ou nem sair,
ver o grupo de antigas amizades diminuindo,
e a quantidade de mães com bebezinhos em sua vida aumentando,
Já havia lido sobre isso.

A fase do bebê em que as "birras" são constantes,
os choros incontroláveis,  
as febres, tosses e resfriados,
os dias em que o bebê não quer comer nada,
não quer sentar na cadeira de alimentação,
nem ficar no bebê conforto ou cadeirinha.
Claro que já sabia.

Porém, como diz uma frase que o pai da Iara sempre fala e adotei durante a gravidez para o meu próprio bem:
"Não se apegue ao lado negativo das coisas"
É o óbvio, mas não praticava isso e me fazia um mal danado.
Sabemos que mudanças e sacrifícios farão parte, não tem como fugir ou ser diferente, apenas aceitar.

SER MÃE É... parte 3
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