RELATO DE PARTO NATURAL E PÓS-PARTO

   Era 21:26 da noite no dia 28/07/2015, quando senti um leve estalo dentro de mim, na região do útero, talvez seria a bacia se deslocando, e pude sentir por alguns segundos, mas não senti dor quando isso aconteceu e logo em seguida veio a dor, parece de cólica, eram leves as contrações até então, duraram alguns minutos, ia e vinha.


   Enquanto isso fui verificar as malas-maternidade para ver se não faltava nada, na verdade já estavam prontas desde os 6 meses, e com 39 semanas exatos, fui p o hospital Abelardo Santos (Icoaraci, Belém/PA) as 23h, e alguns minutos pois as contrações estavam aumentando.

   Chegando ao hospital, dei entrada na meia noite do dia 29/07/2015, o obstetra fez o toque, estava com 3 cm de dilatação, fiquei internada, as dores estavam mais frequentes e mais prolongadas, era uma dor que vinha abaixo da barriga e terminava nas costas, e durante a noite toda de muito sofrimento e muita dor a bolsa ainda não havia rompido, fiquei andando de um lado para o outro no corredor do hospital para facilitar a passagem do bebê, e algumas vezes me deitava, cochilava por alguns minutos e lá vinha outra vez a contração e cada vez mas forte, eu quase gritei de tanta dor, fazia força para baixo para ajudar minha filha a sair mais rápido, a enfermeira vendo aquilo, veio me dizer que não adiantava por que ela não ia nascer naquele momento, mas na dor e no desespero, o que ela falou entrou por um ouvido e saiu pelo outro (risos), continuei assim mesmo.

   A noite inteira, já quase amanhecendo, o dia clareando e eu com muita dor e muito cansada, as 6h e alguns minutos a enfermeira foi em meu leito para me levar até a sala de toque, no momento que me levantei com muita dor, e saio do quarto segurando minha barriga, com poucos passos, senti um pouquinho de liquido sair, caiu alguns pingos no chão, resumindo, parto muito seco, e foi feito o toque, o médico disse que estava pronta para nascer, rapidamente me levaram para a sala de parto, e ai começou o trabalho de parto, eu já bastante exausta fiz muita força, na primeira não consegui, voltou a cabecinha, na segunda força novamente sem resultado, na terceira também, e na quarta nasceu minha princesa Ludmila Rafaela, as 8h e 47 min, conheci o rostinho dela, ai veio a emoção e as lágrimas

   Limparam ela, e a colocaram em meus braços e eu amamentei, precisei levar alguns pontos pois sofri um pequeno corte que ocorreu naturalmente no momento do nascimento, 2 horas depois estava indo tudo muito bem aparentemente, depois disso vei a hemorragia, me aplicaram algo para conter o sangramento e tudo foi resolvido, colocaram uma fralda e assim me sentaram a beira da cama de parto, e desmaiei por alguns minutos

   Me deitaram novamente, quando retornei, uma enfermeira estava me olhando e me chamando, me animando, lembro de ter cheirado álcool, me levantaram novamente e me colocaram na cadeira de rodas, para que eu fosse para meu leito de repouso, mas no meio do caminho desmaiei novamente, me seguraram para não cair, foi o que minha mãe disse, e acordei já ao lado do leito, e a enfermeira me segurando, fui despertando aos poucos e ela disse para que eu não levantasse a cabeça pois poderia desmaiar outra vez, minha glicose caiu, e estava tudo escurecendo de novo, eu via minha filha nos braços da minha mãe e comecei a chorar e pedi a Deus forças para cuidar da Lulu, estava ficando com muita dor de cabeça, a enfermeira que se chamava Laura me deu um biscoito para que a glicose subisse, fiquei no soro o dia inteiro sem poder levantar.

   Fiquei 3 dias internada, fui para casa com a Lu nos braços e após 2 semanas tive infecção puerpério, voltei ao hospital e o medico passou alguns remédios e perguntou se eu estava passando por algum estresse, obvio que eu disse que não, mas estava sim pois era o fim do meu relacionamento com o pai da minha filha. Tomei os medicamentos e novamente passei pelos estresses da separação, tive infecção no sangue e muita febre.

   Minha mãe e minha irmã me ajudaram muito com a Lu. Estava curada das infecções, mas daí veio a mastite que em cada 10 mulheres pelo menos uma tem, no meu caso, foi meu seio esquerdo que começou com um vermelhão ao lado do bico. Depois do vermelhidão ao lado do bico, foi crescendo a mama, e eu achava que era leite pedrado, mas me perguntava por que, se a Ludmila mamava normal nos dois seios?

   Quando percebi que não parava de crescer, me desesperei, por que fazia massagens, compressa de água morna, mas era o mesmo que nada, fui no médico e descobri que alí não tinha leite, e sim um abcesso, fui fazer tratamento com a mastologista, a primeira coisa que me disse é que precisava ficar de quarentena e que não poderia amamentar, fiz todos os procedimentos, usei os remédios, e também usei uns caseiros e foi ai que tive um sangramento, fui 7h da manhã para a emergência, e para a minha sorte toda a equipe que fez meu parto, menos o médico, estavam lá e me atenderam.

   Isso tudo mostra que fui muito forte e guerreira para passar e vencer tudo isso pela Ludmila, por que sim, existe o amor maior que tudo, eu acredito nisso.


Depoimento de Milene Martins


Ludmila e sua mamãe Milene

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